Pai Laboratório - Coluna na Revista Crescer

Marcelo Tas

 


“Super Caxorrão” da alfabetização

 Ilustra: Ricardo Gimenes

 
Em qualquer idade, aprender a ler e a escrever é um momento mágico. Como descrever a emoção de testemunhar idosos com olhos cheios d’água ao captar, pela primeira vez, o significado das palavras?


Por conta da ansiedade de alguns pais, esse rito de passagem especial pode virar um estresse desnecessário para a família.


Sou filho de dois professores e sabia que o momento era esperado com expectativa por eles.


Tive a sorte da minha infância acontecer em sincronia com a popularização dos quadrinhos no Brasil: os personagens de Walt Disney ganhavam periodicidade semanal; Batman, da DC Comics, adquiria energia extra com uma nova série na TV; e Maurício de Sousa, para minha alegria, trocava sua hesitante carreira de repórter policial pela de desenhista de tiras de quadrinhos nos jornais, a plataforma de lançamento dos gibis e da fantástica expansão da sua Turma da Mônica.


Hoje tenho a felicidade de constatar que, mesmo com a avalanche de novidades da era digital, os quadrinhos continuam aí, firme e fortes. Meus três filhos se iniciaram na leitura por eles.


Clarice, a caçula, recentemente convivia com uma certa angústia de ser a única da casa que não sabia ler e escrever. Agora, através dos quadrinhos, se tornou não apenas leitora, mas também autora e a mais nova empreendedora da família.

Veja na íntegra

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